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Quarta-feira, 04 de julho de 2012 às 21:16:00

Governadora decreta estado de calamidade pública na saúde do RN

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A governadora Rosalba Ciarlini decretou estado de calamidade na saúde do Rio Grande do Norte em anúncio feito em entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (04) em Natal, ao lado do secretário de Saúde, Isaú Vilela. Na oportunidade, ela também apresentou o Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Estado.

O plano prevê a abertura de novos leitos em unidades já existentes e investimentos em reforma e construção de novos hospitais em cidade polo do Estado, visando reduzir a procura pelos hospitais públicos de Natal, principalmente o Walfredo Gurgel, que já vive o caos com muitos pacientes em seus corredores.

“Não é a primeira vez que é decretado estado de calamidade na saúde do Rio Grande do Norte, mas é a primeira vez que é apresentado um plano de enfrentamento junto ao Governo Federal. Este é um plano emergencial, mas que vai contemplar ações que terão efeitos a médio e longo prazo”, explicou Ciarline.

Segundo a governadora, o Plano de Enfrentamento para os Serviços de Urgência e Emergência do RN é o começo de mudanças importantes e necessárias no setor, que vem recebendo muitas críticas da população e o Ministério Público.

“Ao final de seis meses esperamos que os resultados já possam ser sentidos, estamos trazendo medidas estruturantes e não apenas emergenciais. Temos que contar com a colaboração, solidariedade, empenho e trabalho de todos para que toda a população possa sair ganhando”, disse Ciarline.

A Governadora lembrou ainda que praticamente 100% dos municípios do Estado contam com gestão plena de recursos de saúde e que os seus gestores devem fazer a sua parte.

“O município recebe o recurso, mas não resolve as demandas e encaminha para os hospitais de outras redes, acaba se pagando duas vezes para que a pessoa tenha o atendimento necessário”, afirmou ela.

O secretário Isaú Vilela, que tomou posse em junho, reconheceu que o Rio Grande do Norte vive agora um momento crítico na área da saúde, onde os hospitais da rede pública mantida pelo Estado não conseguem atender a demanda de pacientes.

“O Walfredo Gurgel tem capacidade para atender 288 pacientes ao dia, mas, atualmente, enfrenta uma demanda de 450 entradas diárias”, explica Vilela.

A governadora ressaltou que o momento escolhido para decretar o estado de calamidade se deu após a conclusão e estruturação de um plano de ação e enfrentamento adequado, que vai dispor de recursos extra-orçamentários que serão retirados de outras áreas para serem aplicados em ações emergências na saúde.

O coordenador geral do Samu Metropolitano, Luiz Roberto Fonseca, explicou que há no momento um desequilíbrio entre demanda e oferta de assistência. Segundo ele, a prioridade do governo é viabilizar leitos de retaguarda clínica em diferentes hospitais, como Hospital Universitário Onofre Lopes, que vai reativar uma ala para o atendimento de urgência e emergência.

“Essa medida beneficiará também o ensino, pois trará para o aluno a realidade do serviço de urgência e emergência. É importante lembrar que o Onofre Lopes não será o novo Walfredo, não haverá porta de entrada, a ocupação dos leitos será regulada pela central do Samu”, disse o coordenador do Samu.

O Hospital João Machado será outro a ser utilizado pelo governo para enfrentar a crise de leitos na rede pública. “Esse hospital apresenta alas desativadas devido à recente reforma psiquiátrica, que liberou pacientes que antes ficavam internados e hoje em dia fazem tratamento domiciliar e através dos CAPS, Centros de Assistência Psicossocial”, explicou Fonseca.

O governo do Estado anunciou ainda mais 63 leitos de UTI na rede pública, sendo que 10 de UTI infantil e mais 10 de UTI neonatal.

O coordenador do Samu Metropolitano informou que Natal, apesar de contar com gestão plena dos recursos de saúde, recebendo dinheiro diretamente do Ministério da Saúde, é a única capital do Brasil que não conta com leito próprio de UTI, utilizando a rede estadual e federal.

Na apresentação do Plano de Enfrentamento para os Serviços de Urgência e Emergência do RN, o governo anunciou uma ação Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) no Rio Grande do Norte, que prevê a realização de cirurgias de trauma por meio de um mutirão. “Esse pleito foi encaminhado pessoalmente pelo secretário Isaú Vilela ao Ministério da Saúde. Da última vez que foi realizada no estado, a força-tarefa fez mais de 260 cirurgias de pacientes de trauma, é uma ótima ajuda para a demanda represada de cirurgias”, explicou Fonseca.

Segundo dados do governo, em média, acontecem diariamente 27 acidentes de moto somente na capital, que levam para os hospitais principalmente jovens na faixa etária de 18 a 25 anos. “É bom lembrar que o paciente de trauma é um paciente que fica por muito tempo em um leito do hospital, pois muitas vezes são necessários alguns procedimentos cirúrgicos e, posteriormente, todo o trabalho de reabilitação. É um paciente que chega, mas demora muito a sair”, disse o coordenador do Samu.

O governo também anunciou que o helicóptero de uso da polícia será adaptado para emergências médicas, principalmente, resgate de feridos em acidentes graves.

“Apesar de ser uma aeronave de uso da polícia, o espaço interno pode ser modificado em apenas 7 minutos e ser transformado em uma unidade médica”, disse Fonseca, acrescentando que o governo vai fazer as adaptações necessárias.

Para os servidores da saúde, o governo anunciou que vai colocar relógio ponto para registrar a entrada e saída deles das unidades hospitalares. “Sabemos que muitos honram o seu diploma, mas há alguns profissionais que insistem em práticas que acabam prejudicando a população. Adotaremos, então, um sistema de ponto eletrônico, para que todos assumam o compromisso de cumprir com a carga horária pelo o qual foi contratado”, informou a governadora Rosalba Ciarlini.




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