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Sexta-feira, 16 de agosto de 2019 às 13:41:00

Omissão de STTU causa acidente e prejuízos para professora

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A negligência da STTU (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal) em sinalizar o cruzamento da Rua Desportista Jeremias Pinheiro da Câmara Filho com a Rua Florença, próximo ao conjunto Serrambi, 2, no bairro de Ponta Negra, causou prejuízos de cerca de 30 mil para a professora Liane Meyre da Silva, que teve perda total do seu carro e ferimentos leves.

Depois de mais de cinco meses que a professora protocolou um pedido de sinalização da via naquele órgão, com este jornalista indo junto para mostrar a situação com fotos e vídeos, ter conversado com a secretária e seu adjunto, a STTU ainda não cumpriu com o prometido de ir ao local sinalizar o cruzamento.

O ACIDENTE

A professora, que dirigia o Renault Kwid placa QGX 8543, que bateu no Hyunday HB 20, placa OWF 5345, conduzido por Alexandre Queiroz, que não parou para acessar a Rua Desportiva Jeremias Pinheiro da Câmara Filho, está sendo agora cobrada pela seguradora HDI para pagar os prejuízos do outro carro no valor de R$ 5.842,84.

Segundo Liane, se não bastasse todo o seu prejuízo com o seu carro, que não tinha seguro, agora a HDI está cobrando extra judicial pelo pagamento do conserto do outro carro.

O acidente ocorreu na noite do dia 13 de fevereiro deste ano, por volta das 22horas, quando a professora retornava para seu apartamento no conjunto Serrambi 2.

Ela trafegava com o Renault Kwid pela Rua Jeremias Pinheiro da Câmara Filho, no sentido da rotatória da Avenida Ayrton Sena para o conjunto Serrambi 2, quando surgiu pela Rua Florença o Hyunday HB 20.

No relato da professora, o motorista do Hyunday, que não residia no bairro, entrou na via principal do conjunto Serrambi sem parar. “Se ele tivesse adentrado na via pelo seu lado direito, rente ao meio fio, eu teria passado pelo seu lado esquerdo, sem bater, mas como o rapaz abriu muito na curva, não consegui desviar e acertei sua lateral dianteira esquerda”, explica Liane.

Segundo a professora, quando viu o Hynday na sua frente, ainda tentou desviar para a esquerda e foi parar sobre a calçada do lado oposto da rua, junto ao muro do templo da Assembleia de Deus.

“Como sempre observava os ônibus e outros veículos circularem pela Rua Jeremias Pinheiro da Câmara Filho em velocidade moderada cruzando a Rua Florença, eu considerava a via principal do conjunto Serrambi 2 como preferencial, tanto que quando eu circulava pela outra via, a Florença, ao me aproximar da rua Jeremias Pinheiro, que fica mais alta, devido a um aclive, sempre parava e aguardava a passagem dos veículos para depois adentrar à via principal”, relata a professora e servidora municipal de Natal.

De acordo com Liane, o motorista Alexandre Queiroz abriu muito ao virar à direita na rua Jeremias Pinheiro, invadindo a pista dessa avenida. “Eu ainda tentei frear, mas devido ao piso molhado, chovia muito naquela noite, o carro deslizou e bateu na lateral esquerda da Hyundai, com ambos os veículos indo parar sobre a calçada do lado oposto da pista”, conta ela.

Inicialmente, segundo a professora, o motorista do Hyunday admitiu seu erro ao adentrar na via principal, sem parar, e chegou a propor fazer um acordo para acionar o seu seguro sem chamar a policia de trânsito.

“Como estava machucada pela explosão do airbag, fui levada para o apartamento de uma moradora do Central Park, onde recebi os primeiros socorros, e o pessoal chamou a STTU”, diz a professora.

STTU CONTRARIA ORIENTAÇÃO

Depois de uma semana do acidente, quando a STTU divulgou o laudo do acidente, para a surpresa da professora, o órgão municipal de trânsito no seu parecer apontou ela como culpada, quando deveria apenas relatar o acidente.

O próprio secretário Adjunto da STTU, Walter Pedro, admitiu que o lado deveria relatar o acidente e não apontar culpados.

Diante do parecer da STTU, a professora foi consultar o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), no seu artigo 38, e entendeu que o outro motorista também contribuiu para o acidente.

O artigo 38 do CTB diz:  antes de entrar à direita ou a esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:

I – ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço possível;

O Artigo 90 do mesmo código diz no parágrafo 1º. que “o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação”.

Segundo a professora, mesmo com vários acidentes acontecendo naquele mesmo local, a STTU não sinalizou o devido cruzamento, que continua sem qualquer alerta para os motoristas, tornando-se um local de risco para condutores que circulam nas duas vias.

Liane lembra que na época também solicitou à Comissão de Análise de Recursos a revisão sobre o parecer no. 20.430, mas o pessoal manteve a decisão de apontá-la como culpada, contrariando orientação do próprio órgão para não emissão de culpabilidade no levantamento de acidentes.

Para a professora, a negligência da STTU em sinalizar a rua também contribuiu para o acidente acontecer.

Liane informa que chegou a pagar a franquia do seguro do outro motorista, que inicialmente queria acionar o seguro contra terceiros, mas como a STTU emitiu parecer favorável a ele, o rapaz desistiu.

Para evitar novos acidentes naquele local por falta de uma sinalização, a professora no dia 26 de fevereiro requereu junto a STTU a instalação de placas de preferencial naquele cruzamento, anexando fotos e vídeos para mostrar o risco de morte naquela via.

O motorista Alexandre Queiroz reconheceu também que foi culpado pelo acidente, tanto que tentou fazer acordo antes da chegada da STTU e solicitou o pagamento da franquia para acionar o seguro contra terceiros.

Na STTU, o sub-secretário Walter Pedro no inicio de agosto informou que iria novamente acionar o departamento de Engenharia para sinalizar aquela via. Ele pensou que até já tinha sido feito o trabalho de sinalização das vias.

A reportagem do site natalfotosefatos esteve neste sexta-feira, 16 de agosto, no mesmo cruzamento, e a situação é a mesma, sem sinalização.

Ou seja, uma falta de respeito com o cidadão e contribuinte, que ainda tem sua vida colocada em risco.

(Paulo Francisco, jornalista)

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