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Sexta-feira, 08 de abril de 2011 às 20:13:00

Arena das Dunas, uma obra de R$ 400 milhões que sai por R$ 1,2 bilhão

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A construtora OAS, de Salvador (BA), única empresa a apresentar proposta para a construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, uma das cidades sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, deverá na próxima semana receber a ordem de serviço para dar início às obras. O anuncio foi feita pela governadora, Rosalba Ciarline, neste sábado, 9 de abril, em entrevista coletiva sobre os 100 dias do seu governo.

A obra, orçada em R$ 400 milhões, depois de pronta, vai gerar um pagamento para o consórcio construtor e administrador da Arena das Dunas no total de R$ 1,2 bilhão ao longo de 12 anos. Pelo edital, o governo do Estado vai garantir a empresa a ser constituida a partir de agora para construir e gerenciar o estádio uma parcela mensal de R$ 9 milhões, a ser paga dois anos após a conclusão da obra.

Natal e São Paulo são as cidades sedes mais atrasadas com o início das obras de seus estádios para a Copa de 2014.

No inicio de abril, na sede do Comitê Organizador Local (LOC), no Rio de Janeiro, o secretário Extraordinário para Assuntos da Copa (Secopa), Demétrios Torres, esteve reunido com os representantes da FIFA para receber orientações sobre os encaminhamentos para a obra da Arena das Dunas. Representantes da OAS e da Stadia, empresa que desenvolveu o projeto arquitetônico do estádio, também participaram da reunião.

Segundo Torres, a partir de agora, este tipo de reuniões serão mais freqüentes.  “Essa foi a primeira de uma série de reuniões que vão ocorrer para tratar da construção e das reformas das arenas para Copa de 2014. Esse foi mais um avanço para resolução dos nossos projetos e as orientações repassadas servem para evitar futuro transtornos e reordenamentos das obras”, disse o secretário da Secopa.

O novo projeto da Arena das Dunas até agora não foi apresentado oficialmente. A previsão agora que o mesmo seja divulgado num prazo de 30 dias.

NOVA ARENA DAS DUNAS EM CONCRETO E ESTRUTURA METÁLICA

Ao contrário do projeto virtual antes apresentado, a nova Arena das Dunas foi alterada. Além da parte de concreto, os fundos dos gols terão estruturas metálicas móveis, que vão garantir mais agilidade na execução do projeto do estádio, bem como serão usadas para dar mais flexibilidade no uso do estádio para outros eventos, como shows.

Devido ao atraso no início das obras, o pessoal da FIFA e da Stadia fizeram as mudanças necessárias para que o estádio possa ficar pronto dentro do prazo estipulado pela organização da copa.

O inicio da demolição do estádio João Machado, o Machadão, e do ginásio Machadinho, deverá acontecer após o término do campeonato estadual, previsto para o dia 15 maio, quando acontece o jogo final.

A nova Arena das Dunas, com capacidade para 45 mil torcedores, está orçada em R$ 400 milhões, numa parceria público privada. O BNDS será o financiador do estádio, enquanto o governo do Estado já garantiu um fundo de R$ 70 milhões para as obras. Os recursos são dos pagamentos do royalties do gás e petróleo feitos mensalmente pela Petrobras. O Rio Grande do Norte é o maior produtor de petróleo em terra.

“Esse valor em dinheiro foi incluído no edital que fomos obrigados a refazer para dar mais liquidez ao negócio, dando assim mais segurança ao investidor privado”, disse Torres.

PAGANDO A OBRA COM PETRÓLEO

Apesar da arena está orçada em R$ 400 milhões, a obra deverá custar aos cofres públicos cerca de R$ 1,2 bilhão. Segundo o secretário da Secopa, o governo estadual só começará a pagar a contra-prestação à OAS dois anos após a construção da arena. Serão cerca de R$ 9 milhões por mês a partir de 2015. Torres não soube precisar o valor exato.

Numa matemática simples, são 12 anos que equivalem a 144 meses. A valores de hoje, multiplicando R$ 9 milhões por mês, no total o governo vai transferir R$ 1,2 bilhão para a futura sociedade de construtor e administradora da arena ao longo daquele período. 

O secretário disse que o valor das parcelas é fixo e os juros já estão embutidos. “O cálculo é simples: é como se você comprasse um carro parcelado. O valor total, quando você vai ver, nunca é igual ao valor à vista, porque os juros de mercado já estão embutidos nas parcelas fixas. A mesma coisa acontece com a contra-prestação do Estado neste caso da Arena das Dunas”, explicou Torres.

Depois de um período de 20 anos, previsto no edital, a empresa que administrará o estádio repassará a arena para o governo Estadual, que poderá ou não renovar a parceria.

DEMOLIÇAO DO MACHADÃO 

O secretário da Copa, Demetrios Torres, acredita que a OAS em três meses conclua a demolição do Machadão e até outubro a obra propriamente dita da Arena das Dunas comece. A previsão é o novo estádio ficar pronto até dezembro de 2013.

Segundo Torres, o edital da construção da arena permite que a OAS possa constituir um consórcio com outras empresas para construir e administrar o estádio.  Para isso, a OAS vai criar a Sociedade de Propósito Específico (SPE), uma espécie de consórcio formado por mais empresas que vão construir e cuidar da administração depois do estádio.

O secretário da Copa informou que a documentação para a criação da SPE deverá ser entregue pela OAS na Junta Comercial do RN.

Um representante comercial da OAS, Elmar Varjão, presente na entrega das propostas ocorrida em 2 de março, em Natal, informou que a Amsterdam Arena deve ser incluída na SPE. “A empresa será nossa parceira na administração do estádio, que é a sua atividade fim”, disse Varjão.

Quanto à demolição do estádio e do ginásio, o secretário ainda não sabe se a OAS vai utilizar o método de implosão ou o mecânico. Segundo Torres, a construção civil hoje já tem tecnologia para fazer demolições com máquinas que trituram o concreto e separam a parte de ferragens.

AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE

A construção do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a 36 km de Natal, ainda continua sendo executada pelo exército Brasileiro, que já concluiu a pista de pouso e está pavimentando as pistas de taxiamentos das aeronaves e o pátio. Os terminais de passageiros e cargas, com investimentos estimados em R$ 450 milhões, deverão ser construídos pela empresa que vencer a licitação de concessão. O edital ainda se encontra  em analise no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

A governadora Rosalba Ciarlini  (DEM) esteve em fevereiro, dia 10, com o ministro do TCU, Benjamin Zymler, solicitando agilidade do órgão na liberação do edital, que está sob análise desde dezembro passado. Na quarta-feira, a governadora se encontrou com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, e ouviu dela que o novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante é prioridade do governo Federal.

"A presidenta foi taxativa, o Aeroporto de São Gonçalo é uma questão de honra para o governo", afirmou Ciarline, em nota divulgada para a imprensa.

De concreto, o edital de concessão para construção e gerenciamento dos terminais de passageiros e cargas ainda depende do TCU para ser publicado. O edital prevê que a empresa ou consórcio vencedor vai construir e fazer toda a manutenção e exploração do complexo aeroportuário.

No ano passado, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) realizou audiências públicas e juntou sugestões para a redação final do edital que está no TCU.

Segundo informações do governo do Estado, ao todo, foram 198 contribuições recebidas durante as audiências realizadas no Rio Grande do Norte e em Brasília e também pela internet. A ANAC teria incorporado ao texto do edital alguns das sugestões apresentadas.

Pelo edital, a concessão terá validade por 28 anos, sendo três para a construção e 25 anos para a exploração comercial dos terminais de passageiros e cargas.

A previsão é de que até o início do segundo semestre de 2011 todo o processo licitatório da obra esteja concluído e o consórcio vencedor possa dar inicio a construção dos terminais ainda este ano.

AEROPORTO PARA O GIGANTE AIRBUS 380

O aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante, município da região metropolitana de Natal, começou a ser planejado em 1997 para ser um terminal distribuidor (hub), recebendo os grandes aviões intercontinentais da família Airbus 380. A partir de Natal, a malha área fará a ligação com os outros aeroportos do Brasil e da América do Sul. 

De 2004 até agora, o governo Federal já investiu na implantação do aeroporto cerca de R$ 150 milhões. Os recursos foram aplicados na elaboração de estudos do projeto, terraplanagem e na construção da pista principal, que tem 3.000 metros de extensão e 60 metros de largura, planejada para pouso do gigante Airbus 380, o avião para 550 passageiros.

A pista já foi concluída no final do ano passado e agora o Exercito Brasileiro, através do batalhão de engenharia de Caicó (município do Interior do RN), realiza o capeamento do asfalto das pistas de taxiamentos de aeronaves e do pátio.

O gerente da obra, Ibernon Martins Gomes, engenheiro da Infraero, disse que a parte de infraestrutura da pista de pouso e de deslocamento dos aviões até o pátio de embarque e desembarque deve ficar toda pronta até 2013.

"As obras de terraplanagem e de asfaltamento das pistas estão sob a responsabilidade da Infraero, e estão sendo executadas pelo Batalhão de Engenharia de Caicó (BEC), do Exército, mas a construção dos terminais de passageiros e de cargas, assim como a parte operacional, sinalização, tudo isso vai ficar com a empresa que ganhar a concessão", explica Gomes.

O novo aeroporto está situado a 10 km da sede do município de São Gonçalo do Amarante, numa área de 1.500 hectares, e a 35 km do centro de Natal. Ele foi projetado para numa fase inicial operar com uma capacidade para cinco milhões de passageiros por ano, podendo chegar a 40 milhões já numa fase mais avançada, com a construção de uma segunda pista de pouso e decolagem e da extensão do terminal, ligando as duas pistas. As pistas e o terminal de passageiros foram projetados em forma de H.

A empresa que vencer a concessão para construir os terminais de passageiros e cargas deverá investir cerca de R$ 650 milhões, calculam os especialistas do setor aéreo. Uma das exigências do processo licitatório será quanto ao consórcio que ganhar a concessão, o qual terá obrigatoriamente uma empresa especializada em gerenciamento de aeroportos internacionais.

A conclusão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante e a rede hoteleira de Natal com cerca e 25 mil leitos foram peças importantes que governo do Rio Grande do Norte usou na formulação de sua proposta para ser uma das 12 subsedes da Copa de 2014. Com posição geográfica privilegiada, Natal está a 10 horas de vôo da Europa.

OBRAS DE MOBILIDADE EM NATAL

Para se adequar para a Copa do Mundo de 2014, a prefeitura de Natal já concluiu todo o planejamento para a infraestrutura de transporte, relacionando 15 obras de mobilidade urbana que vão requer investimentos em torno de R$ 376,9 milhões. O primeiro dos três lotes com um total de 11 obras já foi licitado e a empresa potiguar EIT (Empresa Industrial Técnica) venceu a concorrência.

Segundo o então secretário municipal de Obras e Infraestrutura (SEMOPI), Sueldo Medeiros, a ordem de serviço das três obras inseridas no primeiro lote deveriam ser expedida até o abril pela prefeita Micarla de Sousa (DEM).

O primeiro lote licitado no valor de cerca de R$ 98,6 milhões contempla três obras do eixo de transporte estrutural Oeste, que terá corredor exclusivo para ônibus, duas vias para veículos, ciclovia, túneis e viadutos.

Nesse lote as obras de mobilidade para a Copa de 2014 compreendem a reestruturação de importantes vias, como as avenidas Felizardo Moura, Napoleão Laureano e Capitão-Mor Gouveia. Elas serão alargadas e terão uma ciclovia e canteiro central.

O lote um foi dividido em três obras. A primeira basicamente é o alargamento das avenidas Felizardo Moura desde a ponte de Igapó, sobre o rio Potengi, até a Napoleão Laureano, no inicio da rodovia 226.

A segunda obra é o complexo viário da Urbana, no bairro das Quintas, com a construção de um viaduto e um túnel.

A terceira é o alargamento da avenida Capitão Mor Gouveia desde a Napoleão Laureano até a Prudente de Morais, na área onde será construído o estádio que leva o nome Arena das Dunas.

INVESTIMENTOS CHEGAM A MAIS DE R$ 430 MILHÕES

As obras de transportes em Natal e Região Metropolitana serão financiadas pelo PAC da Mobilidade num total de R$ 376,9 milhões. A prefeitura de Natal vai receber cerca de R$ 290 milhões através da Caixa Econômica Federal. O governo do Estado terá R$ 81 milhões. Os recursos são do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), com o Estado e município entrando com 5% de contrapartida.

As principais obras visam garantir um corredor de transporte coletivo entre o novo aeroporto que está sendo construído no município de São Gonçalo do Amarante, na região Metropolitana, e o novo estádio Arena das Dunas que será construído no bairro de Lagoa Nova.

Segundo levantamento da prefeitura, na capital e região Metropolitana, 500 mil viagens diárias são realizadas no sistema de transporte público de passageiros, englobando ônibus e vans do sistema alternativo.

As obras sugeridas para a capital têm como objetivo melhorar o sistema de transporte coletivo em detrimento do individual, com intervenções na estrutura física viária, criando corredores exclusivos para ônibus.

O eixo estrutural de transporte coletivo que está sendo proposto compreende a ligação das zonas Norte e Sul, passando pela Oeste, rodoviária interestadual e a Arena das Dunas. A Zona Norte é uma região com muitos conjuntos habitacionais e uma população estimada em cerca de 220 mil habitantes, que fica após o rio Potengi, que divide territorialmente o município de Natal.

A zona Sul compreende vários bairros, como os de Ponta Negra, Capim Macio e Pirangi, onde também está situada a praia de Ponta Negra e o início da Via Costeira, regiões de grande concentração de hotéis e pousadas. O eixo de transporte vai permitir o acesso de ônibus coletivo desde o novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante até a praia de Ponta Negra, passando pela futura Arena das Dunas.

"O conjunto de intervenções pretendidas fortalece a malha viária, criando condições para atender as demandas atuais e as futuras necessidades de mobilidade, não apenas àquelas gerada com a Copa de 2014, mas deixando um importante legado para a população de Natal e região Metropolitana", disse o secretário Municipal de Obras e Infraestrutura (SEMOPI), Sueldo Medeiros.

Os investimentos em mobilidade urna na cidade de Natal para a copa do mundo de 2014 chegam a R$ 439,5 milhões, sendo que R$ 376,92 milhões em 15 obras classificadas com prioritárias. Outras três obras estão colocadas como prioridades 2, 3 e 4, num total de R$ 62,5 milhões.

Além das intervenções de mobilidade urbana, a SEMOPI encaminhou ao PAC outra série de obras de drenagem e pavimentação na cidade visando a Copa do Mundo. A maior delas, a drenagem da área onde será construída a Arena das Dunas, foi orçada em R$ 293 milhões, sendo que a primeira fase no valor de R$ 126 milhões já foi aprovada.

Segundo a SEMOPI, a drenagem dessa área é fundamental para a construção da Arena das Dunas, já que o terreno é uma antiga lagoa. Pelo projeto, a drenagem envolve outras lagoas e a construção de um túnel para levar a água da chuva dessas bacias hidrográficas até o rio Potengi.

As obras de mobilidade urbana Natal

1) Implantação de acesso entre o novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante e a BR-406 – Valor da obra R$ 15 milhões

2) Corredor Estrutural Oeste, com faixa exclusiva para ônibus, BR-226 – R$ 39,5 milhões

3) Complexo Viário em frente a urbana – R$ 36,1 milhões

4) Reesrtruturação Geométrica da av. Capitão Mor Gouveia, com construção de pontilhão elevado e viaduto – R$ 23 milhões

5) Entroncamento da av. Mor Gouveira com a av. Prudente de Morais – R$ 26,1 milhões

6) Entroncamento da av. Prudente de Morais com a rua Raimundo Chaves – R$ 18, milhões

7) Entroncamento da av. Prudente de Morais com a av. Lima e Silva – R$ 75,4 milhões

8) Entroncamento da av. Lima e Silva com a av. Romualdo Galvão – R$ 21,6 milhões

9) Entroncamento da av. Senador Salgado Filho com a marginal – R$ 9,2 milhões

10)  Entroncamento da av. Capitão Mor Gouveira com a av. Senador Salgado Filho – R$ 28,30

11) Entroncamento da av. Eng. Roberto Freire com a av. Ayrton Senna – R$ 20,4 milhões

12) Entroncamento da av. Eng. Roberto Freire com a rua Missionário Gunnar Vingren – R$ 20,8 milhões

13) Entroncamento da av. Eng. Roberto Freire com a Via Costeira – R$ 15 milhões

14) Implantação de Plataformas de Embarque e Desembarque para passageiros de transportes coletivos – R$ 13,3 milhões

15) Passeios Públicos (calçadas acessíveis) e Sinalização – R$ 15 milhões

16) Prolongamento da av. Prudente de Morais – R$ 10,5 milhões

17) Reestruturação geométrica da av. Antônio Basílio, com construção de pontilhão elevado e viaduto – R$ 32,5 milhões

18) Reestruturação da av. Amintas Barros e construção de pontilhão elevado – R$ 19,5 milhões

As três últimas obras estão colocadas como prioridades 2, 3 e 4, num total de R$ 62,5 milhões.




Comentários

  • flavio tavares

    amigos e verdade que a cap morgouveia vai fica com 50 metros de largura e vam desapropiar 600 casa quero essa resposta por tou comprando o inovel nessa avenida .87292555 99826656

    08/05/2011 13:01

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